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Avatar de Miguel Rocha

"De forma caricatural, os outrora jovens residentes de Lisboa, com qualificações e salários acima da média, que preferem a bicicleta ao carro, povo da esquerda adeptos do multiculturalismo, transformam-se facilmente num ávido motorista, mais preocupado com o preço da gasolina do que com os investimentos em mobilidade verde. Com ordem e segurança no topo das prioridades, vota tendencialmente à direita. Um risco que não ficará circunscrito apenas ao município da Amadora."

Também questiono-me se o facto de muitos destes "jovens", pela experiência pessoal própria, já não tinham algumas tendências neolibeirais que entretanto se entrelaçaram com o crescimento e consolidação da IL. Ou seja: se o voto à "esquerda" sempre foi um engodo de cosmética para o verdadeira ideologia neoliberal incrustada em muitos dos jovens da minha geração.

Avatar de Pedro Serra

Vejamos o caso de Odivelas, que conheço melhor. O número de votos no PS (na Câmara há 25 anos) até aumentou entre 2021 e 2025, mas deu-se uma redução acentuada da abstenção devido a eleitores que tradicionalmente não votavam e que o Chega atraiu às urnas. O Bloco nunca teve relevância autárquica em Odivelas, ao contrário da CDU, que decaiu a pouco e pouco até perder agora o único vereador. O discurso do Chega na campanha apelou sobretudo ao medo dos idosos que vivem nas áreas "velhas" do concelho em relação aos imigrantes que constituíram a parte essencial do recente crescimento demográfico. Por outro lado, é verdade que as novas urbanizações do concelho dirigem-se a um público desafogado e dependente do automóvel privado. Verificar até que ponto isso se refletiu nas autárquicas exigiria dados por mesas de voto de que não disponho.

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