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Avatar de Rafaela

Muitos parabéns pela análise completa e muito pertinente. Vivo em Almada e dependo do passe dos 40€ (nem carro tenho), pois, apesar de não trabalhar em Lisboa, visito muito regularmente a capital. É lamentável a falta de investimento público na rede de transportes. Às vezes parece que o governo central, bem como as autarquias, são cegas aos próprios problemas. Já que Lisboa vive do turismo massificado, não seria de esperar um aumento na frequência dos transportes? Até deste lado, ao fim-de-semana, vejo cacilheiros cheios de turistas... inédito há uns anos.

Não consigo perceber esta gestão tão portuguesa de não se investir em nada nunca... Ao mesmo tempo, são bem-vindos e aplaudidos os investimentos na rodovia. Há uma sobrevalorização absurda do carro e do transporte individual, infelizmente é uma tendência que se alimenta a si própria: além de toda a gente querer ter "o seu carrinho", a falta de uma rede de transportes eficiente fortalece o argumento em prol do transporte individual. Era preciso um investimento sério e urgente na modernização dos transportes públicos, talvez aí alguma coisa melhorasse mesmo em termos de mentalidade. Até lá, continuamos, infelizmente, uma sociedade carrista.

Avatar de Salomé Martinho

Achei este artigo mesmo muito interessante. Não moro nem em Lisboa nem no Porto. Uso os transportes públicos em Lisboa, quando vou a Lisboa, mas geralmente, sempre fora da hora de ponta. Reconheço que deve ser absolutamente infernal lidar com os transportes públicos em Lisboa em horas de ponta numa base diária. E até para alguém que não percebe nada do assunto, parece-me relativamente óbvio que melhorando a oferta e o investimento, melhoraríamos esta problemática. No entanto, não consigo deixar de puxar a brasa à minha sardinha e aplicar isto ao meu contexto. Moro em Leiria, uma capital de distrito, como uma oferta de transportes públicos praticamente inexistente. Para além de nem sequer haver ligação ferroviária direta a Lisboa ou Porto, a cidade carece de oferta interna de transportes públicos eficientes. O reflexo disso é visível: horas de ponta absolutamente caóticas. Uma cidade pequena, que facilmente seria feita em 15 minutos, faz duplicar ou triplicar estes tempos, nos horários mais complicados. Sei que comparativamente com Lisboa ou Porto, parece um não problema, quando há pessoa a gastarem largas horas por dia em transportes, mas se oferta fosse melhorada (em número de rotas e horários) seguramente teria as suas consequências: menos carros próprios, menos trânsito, maior desenvolvimento económico da área,… e por aí vai.

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